domingo, 12 de junho de 2016

E agora, o que fazer?


Peru, Equador e Haiti, os dois primeiros classificados. Esses foram os times que compuseram o grupo que tinha a seleção brasileira como favorita à classificação em primeiro lugar. O que aconteceu hoje, é o que acontece há tempos no futebol brasileiro. A falta completa de planejamento é um fato inegável desde meados de 2010, ou até mesmo antes. Perdemos essa Copa América Centenário, por incompetência técnica e dos administradores do nosso futebol.
Este futebol que vos cito, é distante daquele futebol que era temido pelos outros países. Foi por onde já passaram craques como Pelé, Garrincha, Ronaldo, Rivaldo, R. Gaúcho, entre outros tantos. Jogadores esses que nunca negaram a seleção, nunca pediram para ficar de fora por conta de um tal “sonho olímpico brasileiro”, falo isso criticando Neymar também. Temos uma seleção fraca e que é necessário criarmos um planejamento, sem ele, não haverá evolução.
Como citou o jornalista do SporTv, Sérgio Xavier, à pouco, o Brasil ao escolher um novo técnico depois do 7 a 1, voltou para 2010. O que acontece agora? Tirar o técnico Dunga da Seleção é a melhor proposta, porém quem irá atuar em seu lugar? Iremos evoluir ou retroceder à alguma Copa passada novamente? Tenho certeza que o novo técnico deve ser uma pessoa preparada, tanto psicologicamente, quanto futebolisticamente. Futebol é aprendizagem, e se prender a apenas técnicos brasileiros é ser fútil, é óbvio que temos bons técnicos para assumir a seleção, como Tite, mas ele vai querer assumir? Guardiola estava aí, dando sopa para assumir o cargo e negaram. Falarei novamente, Pep Guardiola, melhor técnico do mundo, mas nem pensaram quando negaram.

Tomara que essa nova vergonha, passada pelos brasileiros, sirva como exemplo à todos e não falo apenas do futebol, o Brasil vem enfrentando várias batalhas nos dias atuais, seja econômica, política, esportiva, ética, racial, dentre muitas outras, devemos parar, pensar e nos mover, todos em um só caminho, todos numa mesma direção, para o melhor da Nação!



Saullo Hipolito
Graduando em Comunicação Social com
Habilitação em Jornalismo

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Sobre um tal jogo de futebol

    Escrevo como se fosse hoje, mesmo sabendo que passou-se mais de um mês. Há exatos 35 dias!! Dia 16 de Março de 2016, Flamengo x Confiança, ou melhor, Confiança x Flamengo - Já que o jogo ocorreu em Sergipe - jogo atípico e que o mais fanático torcedor do Dragão não acreditaria numa vitória, pois é! Ela veio e com um jogador a menos.

    Inicio essa narrativa lá em Janeiro, há 14 semanas, quando em um sorteio para definir os confrontos da primeira fase da Copa do Brasil, me deparo com um Confiança x Flamengo. Demorei a acreditar que um dos meus sonhos estava perto de se realizar, vê um jogo do time do Flamengo - e quem é Flamenguista sabe do que estou falando. Esse amor, inexplicável, que é inacabável, que sobrevive à altos e baixos - gritei, vibrei, comemorei, sorri como uma criança. Ninguém ao meu redor entendia o que estava ocorrendo, mas se contagiava com minha felicidade.
    
    Minhas redes sociais eram pequenas para a quantidade de fotos e sonhos que eu, enlouquecidamente, publicava. Passaram-se dias, semanas e eis que cogitaram tirar o jogo de Sergipe - pense num cabra arretado! - após várias negociações ficou acertado entre o Governo do Estado, PM e Direção do Confiança que o jogo ocorreria, na nossa terra. Uma comemoração linda, para o aniversário desta terra maravilhosa que é Aracaju. Contentíssimo ficaram os rubro-negros que almejavam o seu ingresso de todo dia, amém!
    
    Após mais dias passados, surgiram boatos do valor do ingresso - altíssimos, variando entre R$200,00 e R$400,00 - e que logo se confirmaram. Nas ruas, nas redes sociais, em todo lugar ouvia-se pessoas questionando o valor e afirmando que não iriam - Fiquei triste por achar um valor irreal para minha capacidade financeira.
Com as bilheterias abertas, os ingressos logo se esvaíram e toda minha tristeza veio à tona, por dias fiquei com aquele sentimento.
    Já estava cético de que não iria ao jogo, O Flamengo chegava à Aracaju e minha tristeza me impossibilitava de ir ao aeroporto, ver os jogadores ao qual eu gritava - e grito - em dias de jogo. Passei a cantar - pois é a musica que me faz esquecer do mundo lá fora - para que não percebessem meu real estado, físico e de espírito. No dia do jogo me preparei para a aula como sempre, - enquanto isso minha irmã, a mando da mestra, minha mãe, articulavam e moviam céus e terras para conseguir um ingresso e assim foi feito - até que recebi uma ligação da mestra, informando todo o esquema - me senti 007, rsrs - que deveria ser feito, me fiz de durão falando que não queria - talvez por acreditar que o valor era irreal para os padrões do futebol brasileiro, ou para o jogo que apresentava - porém lá no fundo eu queria e muito esse ingresso. Corri, peguei, arrumei com quem ficar lá, peguei uma roupa boa e fui ver o espetáculo - sim, espetáculo. Acredito que ir a um jogo de futebol, é como ir assistir uma peça famosíssima no teatro.
    Percebi mais uma vez que não se deve confiar no transporte público sergipano, - ôh caos! - quase chego atrasado para no espetáculo - e é agora que o show começa. É impossível não ver a dimensão e beleza da torcida do Flamengo, - mesmo com muitos apáticos lá - estava em êxtase, gritava, cantava, chamava Paquetá - Acredito num futuro super promissor do jovem - e me emocionava.
    Jogo começa. Confiança levando perigo. Flamengo perdendo ou não criando oportunidades. Jogo indefinido. Confiança com um a menos. Jogo morno. Jogo morto. Jogo tático. Vai Flamengo. Não Flamengo. Gol do Confiança. Fim de jogo. Esse é um breve relato do que foi o jogo, não estou aqui para falar dele, isso deixo para o A. Rizek.
    Quero falar da minha percepção de toda essa noite, como é lindo o trabalho que acontece fora de campo. Os jornalistas, buscando e dando informação ao vivo. Os preparadores, aquecendo os jogadores. Os técnicos e suas análises. Crianças felizes. Torcedores fascinados, ora contentes, ora irritados. Disputa de cantos. Criatividade solta no ar. Clima familiar. Estádio excelente.
    Mesmo com o resultado desfavorável, pude aprender e viver um ambiente diferente e ver o quão bom e bem isso faz. Me faltou o rádio, para ouvir a narração, - aconselho levar - mas me senti satisfeito. Para quem achava que eu não iria postar fotos, ficou enganado, viver esse dia e esquecer de fotos não é bem minha cara.
    Uma projeção para o jogo de hoje, com todo o respeito ao Confiança e seus torcedores, sou muito mais Flamengo, esse amor que é lindo de se viver, espero que a vitória e a classificação venha e que a maré de azar dê um tempo. O esquema que o Muricy Ramalho implementou é bom - apesar de ser receoso quanto ao mesmo - e a fase de alguns jogadores está melhor, do que o ultimo jogo.
Saullo Hipolito
Graduando em Comunicação Social com
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